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Quarta-feira, 13/12/2017
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Crianças de 2 a 6 anos

As melhores dicas de desenvolvimento, saúde, educação, comportamento e entretenimento para os pequenos.

A brincadeira de faz de conta: imaginação X realidade

A brincadeira de faz de conta nada mais é do que a imitação do comportamento de outra pessoa ou de algo e recebe outras denominações como: jogo simbólico; jogo imaginativo; jogo de papéis; ou sociodramático. Com essa brincadeira imitamos nossos pais, professoras, animais, enfim, tudo o que já foi internalizado. Somos incentivados a isso desde pequenos, quer seja na escola ou na família, pois ganhamos brinquedos como panelinhas, fogão, ferro de passar, carrinhos etc., e, com esses objetos, as crianças representam cenas ou episódios que fazem parte do seu cotidiano.

Estudar as brincadeiras de faz de conta é muito complexo, porque não é um campo com consensos. A psicologia, por exemplo, adverte que o faz de conta pode ajudar as crianças nos conflitos e a resolver seus medos, tensões e inseguranças, que, no futuro, não farão parte do dia a dia. Vigotski, em seus estudos sobre o desenvolvimento infantil, enfatiza que as brincadeiras infantis não podem ser vistas somente como uma atividade que dá prazer às crianças, porque muitas vezes podem causar desprazer.

Já a sociologia tem outra maneira de ver o faz de conta. Ela vê como algo que faz parte da vida das pessoas em sua rotina, assim como uma prática social e, portanto, um bem cultural.

Toda criança brinca de faz de conta, pois faz parte da nossa sociedade e ela tem de brincar porque este tipo de brincadeira ajuda em alguns aspectos do desenvolvimento infantil, tais como a criatividade, o afeto, a interação entre as crianças e entre elas e os adultos.

Embora no faz de conta exista a fantasia e a imaginação, ela só se torna presente por que existem elementos da realidade circundante, que é decisiva para o surgimento da brincadeira. Por exemplo: a criança assiste a um filme do Batmam, e quer usar a fantasia dele. Mas vocês devem estar se perguntando: o Batmam é uma obra de ficção? A história sim, porém, o filme existe. A criança não sabe discernir se aquilo é real ou não, então ela quer imitar os personagens e, muitas vezes, quando estão vestidas com estas fantasias se sentem iguais aos seus ídolos, querem pular de alturas imitando o comportamento que viram no filme. Assim, temos de tomar cuidados com isto. Explicar que aquilo é um filme e que não existe, muitas vezes, não é compreensível para as mesmas. Então, o que fazer? Simples: filme situações em que a criança esteja se colocando no papel do personagem e coloque na TV para que ela entenda a diferença entre uma situação real e uma brincadeira imaginária.

Por que uma criança imita as características de um personagem? Por falta de estima, por carência para chamar a atenção dos pais e/ou responsáveis?

O faz de conta, se não for de modo exagerado até os três anos de idade, entendo que será muito saudável. Agora, aquela criança com oito anos, que não aceita tirar a fantasia nem para ser lavada, pode estar com problemas, porque ela está vivendo um mundo irreal, e com esta idade a criança já deve saber a diferença entre ficção e realidade.

Fica aqui um questionamento: Será que se incentivarmos muito as crianças quando pequenas a representar mentiras, não estaremos reforçando um comportamento que, quando adultas, possam se tornar pessoas mentirosas, hipócritas ou, até mesmo, viverem fora da realidade?

Para que isso não ocorra, faz-se necessário que os pais e educadores criem novas brincadeiras, leituras, passeios, incentivando-as com outras brincadeiras, como a de construção. Construa junto com eles objetos que eles queiram, use materiais diversificados (reciclagem) para isso. Deixe que a criatividade e a imaginação possam fluir nestas construções. Outras brincadeiras como as tradicionais: a amarelinha, pião, roda, bolinhas de sabão; podem ser realizadas etc. Mostre como você brincava quando criança. Aposto que, em sua infância, existiam brincadeiras que hoje estão sendo esquecidas com o uso da tecnologia.

Assista a um filme, leia livros de literatura, brinque com areia, com água, enfim, existem muitas brincadeiras diferentes que a de faz de conta. Isto é importante para que a criança entenda que tem um universo maior e que pode experimentar novas brincadeiras e ampliar seu repertório cultural, saindo dessa rotina do faz de conta.

Estimular a criança sempre com novos aprendizados é nossa obrigação, porém deixar que fique muito tempo brincando somente com o faz de conta, pode deixar a criança menos criativa, podendo não desenvolver a convivência saudável, pois é necessário que ela tenha contato com outras experiências, para que diversifique e sistematize novas aprendizagens.

Senhores pais e educadores lembrem que o LIMITE ajuda a criança, não fiquem coniventes com a rotina DE FAZ DE CONTA. Interajam com a criança que está ao seu lado. Participe da vida dela, brinque, faça parte do seu mundo, pois a criança precisa entender que você está junto com ela na infância, para que quando for adulta, compartilhe momentos prazerosos com você.

Dra. Vanda Cristina Moro Minini
Pedagoga

 
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