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Gestantes

Esta seção vai ajudar as gestantes a entenderem melhor o milagre da gravidez

Relação sexual durante a gestação

A gestação é um momento mágico, único, novo e assustador ao mesmo tempo, isto é extremamente compreensível, pois o desconhecido assusta.

Um dos pontos polêmicos é a relação sexual durante a gestação. Neste caso, não só a mulher, mas também o parceiro tem inúmeras dúvidas. Poderá causar aborto? Sangramentos? Machucará o bebê? O bebê sentirá dor? Será doloroso?

Caso não haja nenhuma intercorrência, como sangramentos vaginais, trabalho de parto prematuro, cervico-dilatação precoce, entre outras diagnosticadas pelo seu obstetra, o casal poderá manter as relações sexuais durante todo o período gestacional.
A final de contas, sexo é bom, saudável para o casal e indiferente para o bebê.

No primeiro trimestre, habitualmente há uma diminuição da libido (desejo sexual). Nesta fase, o medo maior é o de provocar sangramentos e até um abortamento.

A mulher encontra-se deslumbrada, radiante com o seu bebê e, geralmente, exclui o marido dessa relação. O casal costuma colocar a mulher no papel único de mãe, santa, pura, papel este incompatível com o sexo. O parceiro tem verdadeiro pânico de pensar na possibilidade de machucar o bebê pelo contato, o que não há riscos pois existe o colo do útero e a bolsa amniótica para protegê-lo.

No segundo trimestre a libido tende a retornar e pode até intensificar-se. O homem pode retrair-se, já que a barriga está bastante proeminente que afirma que a gravidez realmente existe e seu filho está ali.

No último trimestre a relação sexual tende a piorar. O desconforto devido ao volume abdominal, posições restritas durante as relações, a frequência miccional aumentada, faz com que a mulher não consiga ter uma relação satisfatória.

O sexo no final da gestação poderá até ser um facilitador para o parto, pois durante a relação acontece a liberação de ocitocina, um hormônio que contrai o útero e no sêmen existem prostaglandinas que relaxam o colo do útero.

Após o parto, no puerpério, o ideal é aguardar de 4 a 6 semanas para reiniciar as relações sexuais. Este tempo é necessário para que o organismo feminino restabeleça suas barreiras naturais contra infecções.

Geralmente as mamães querem esperar mais tempo. Isto por influência da exaustão pela gestação, pelo parto e agora pelo bebê que consome demais a mamãe. Alterações hormonais também influenciam nesta diminuição da libido, a prolactina, hormônio responsável pela produção láctea, diminui a libido.

Não há regras, nem verdade absoluta; o importante é o conhecimento por parte do casal sobre as fases pelas quais passarão. É necessário muito diálogo e compreensão, além dela lembrar que antes de tudo, continua sendo mulher!

Dr. Adriano Catapreta
Ginecologista e Obstetra

 
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