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Sexta-feira, 15/12/2017
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Ser mãe

Espaço para mamães, gestantes e futuras mamães. Ser mãe é uma dádiva, seja seu filho de sangue, de coração ou apenas um doce desejo! Confira dicas.

Não é errando que se aprende, mas sim corrigindo o erro!

No livro Pais e educadores de Alta Performance, organizei todo o meu aprendizado nos estudos, aliado à minha prática como consultor de família, psicoterapeuta de adolescentes e trabalhos com escolas para oferecer aos leitores as melhores ações educativas.

As sugestões práticas oferecidas são bastante atraentes, mas correm o risco de fracassarem caso não sejam entendidas as razões por meio das quais elas se pautam e quais os significados absorvidos pelos educandos.

Do meu ponto de vista, o hominídeo diferenciou-se do macaco quando deu seu primeiro passo além dos seus instintos de sobrevivência e perpetuação da espécie e, com sucessivos passos, desenvolveu a humanidade e criou a civilização de hoje. No livro falo que quem conquistou a liderança deu um Passo Além aos de seus liderados. Mas, se quiser apenas manter essa posição, e não der mais passos além, ficará a marcar passo e será devorado pela obsolescência.

Pais e Educadores que não derem um passo além do que habituaram a fazer com os seus filhos e alunos, estão a marcar passo. Seus educandos não se desenvolvem, pois não é errando que se aprende, mas sim corrigindo o erro. Pior que o não aprender é o aprender errado, isto é, fazer errado e achar que está certo e continuar errando.

Porém, aprender onde errou e corrigir esse erro pode ter ajudado a acertar. Atualmente temos no Brasil, 40 milhões de analfabetos funcionais, destes, somente 14 milhões não frequentaram a escola, isso significa que 26 milhões de pessoas foram à escola e Marcaram Passo, isto é, cresceram fisicamente, o tempo passou, mas não se desenvolveram,  porque não aprenderam a aprender. Eles marcaram passos, não importa quais sejam as causas. Os analfabetos funcionais têm menos oportunidades de dar esse passo pela falta de competência e visão de mundo. O analfabetismo funcional persiste entre os jovens brasileiros, mesmo os que sabem ler e escrever têm dificuldades para compreender textos curtos e localizar informações, inclusive as que estão explícitas.

Quanto à Matemática, lidam com os números que são familiares, como os de telefones e os preços, ou realizam cálculos simples. A compreensão do que observam ou produzem é limitada e emperra seu desenvolvimento pessoal e profissional.

O primeiro Passo Além a dar é sobre a própria ignorância e conquistar o mundo que já deveria ter sido seu na escola. Todos os pais amam seus filhos e a maioria dos professores gosta de seus alunos, mas amar já não é suficiente para educar.

Amar e gostar são importantes para motivarem a aprendizagem, mas o que oferece competência educativa é a aprendizagem de como educar. É importante que pais e os educadores saibam que a educação em nome do amor passa por quatro fases:

  • amor dadivoso,
  • amor que ensina,
  • amor que exige;
  • e o amor que aplica as consequências.

É preciso muito amor para se exigir que os filhos pratiquem o que aprenderam, pois é muito mais prazeroso e menos trabalhoso permitir que os filhos façam o que tiverem vontade de fazer sem cumprir com suas obrigações.

Ensinar um aluno motivado não é difícil. A colossal dificuldade dos alunos ou filhos desmotivados em aprender precisa de estímulos diferenciados, pois motivação, assim como a felicidade, não se vende não se empresta, nem se dá a ninguém: cada um tem que construir a sua.

O que podemos, então, é estimular a aprender, pois os estímulos se esgotam e a motivação permanece como na sobrevivência, qualidade de vida, realização de sonhos e projetos, ambição, desejos, amor, civilidade.

Na educação, a grande motivação é sentir prazer pelo conhecimento. Por isso, digo que o prazer pelo conhecimento é motivador. Os jovens que “não querem nada com nada” não descobriram ainda a importância da aprendizagem. Quem aprende a aprender nunca mais deixa de aprender.

Nossa mente pode se acomodar muito bem com o que já sabe e não sentir falta do que não conhece. A mente do ser humano não sente falta do que não conhece, nem percebe que sofre as consequências. Quando uma pessoa acha que faz o melhor que pode, na realidade esse melhor é sobre o que conhece, porque não há como incluir o que não conhece nessa avaliação.

Assim, quem nunca conheceu a luz elétrica fica satisfeito em conseguir iluminar sua casa com um lampião, que pode ser mais rico, mais luxuoso e mais cômodo que outro, mas não passa de lampião. Claro que o melhor lampião não se compara com a luz elétrica. Assim, também, o melhor “crescimento silvestre” não se compara com uma educação organizada, pensada: “orquestrada”.

Dr. Içami Tiba
Psiquiatra, educador, consultor de família e palestrante. Escritor dos livros “Pais e Educadores de Alta Performance”, “Quem Ama, Educa!” e mais 28 livros

 
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