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Crianças de 2 a 6 anos

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Falar sozinho: amigo invisível ou imaginário, como isso é compreendido nas pessoas com Síndrome de Down

“As crianças, quando estão brincando sozinhas, gostam de imaginar que tem um amigo invisível”

É comum os pais surpreenderem seus filhos com síndrome de Down em solilóquio (fala de alguém consigo mesmo) e muitos o chamam “amigo invisível” ou “imaginário” com o qual a criança passa o tempo a brincar e a conversar, contando-lhe todos os seus problemas. Mas isso é frequentemente comum em todas as crianças.

Muitos pais e cuidadores refletem uma preocupação exagerada quando surpreendem as crianças conversando sozinhas, logo associam que isso está associada à síndrome de Down e ou problemas psicológicos. Sabemos estatisticamente que 81% das pessoas com síndrome de Down manterão solilóquios, dentro de uma faixa etária de 11 a 83 anos sendo algo que fará parte de sua constituição e nem por isso é um fator patogênico.

Muitos pais acham que somente o filho único tem o “amigo invisível” ou imaginário”, mas isso é um mito. As crianças, quando estão brincando sozinhas, gostam de imaginar que tem um amigo invisível, e para isso falam com ele, riem e até chegam a ficar zangadas e ficarem dias “de mal”.

Mas, na primeira infância não há motivos para estas inquietações, pois as crianças com síndrome de Down ou não precisam imaginar e criar o seu mundo de fantasia e o mundo da criança é recheado de fadas, duendes e outras imaginações fantásticas, e é isso que lhe dá felicidade e prazer em crescer.

Se perceberem que uma criança fala com alguém invisível ou com o coelhinho de pelúcia que ganhou na Páscoa, escutem a conversa, e aprendam a estimar essas personagens do “faz de conta” dos seus filhos.

Dos dois anos aos quatro de idade as crianças vivem uma das fases da vida que se apresenta cheia de encantos. Todos os dias nos surpreendem com novas conquistas, novas proezas. E é também a idade da entrada nas nossas casas dos amigos imaginários.

Muitos pais já devem ter sido confrontados com a obrigação de mudar de cadeira à mesa, porque naquele lugar vai se sentar o amiguinho Zezinho, um amiguinho imaginário do filho ou filha. Outros pais se depararam com uma criança que interage animadamente com um objeto como, por exemplo, o travesseiro que usaram quando eram bebês, ou mesmo uma fralda, um cobertor da sua vida de berço, ou qualquer outra coisa. São as brincadeiras de “faz de conta”. Elas também ajudam a antecipar os acontecimentos, por exemplo brincar de dormir, para conseguirem dormir bem, brincarem de papai e mamãe, para depois elaborarem a vida familiar, a sexualidade e assim por diante.

Os amigos imaginários podem surgir de dois modos: amigos invisíveis (que ninguém pode ver) e, objetos personificados (com os quais a criança interage como se fossem humanos). Um amigo imaginário pode ser qualquer coisa, e até não ser nada de concreto – simplesmente estar ali, para a criança e os personificados são aqueles que geralmente falamos que são os “anjinhos”, protetores da criança. Não importa aqui as explicações místicas, religiosas ou metafísicas para estas relações infantis, manteremos o foco é no respeito e na maneira com que esta criança se relaciona e interage com o amigo imaginário e o que está conversando com ele: são aspectos saudáveis ou são aspectos que estão adoecendo a criança? está afastando-a da realidade? está colocando-a em risco?, etc. Estes dados que precisam ser observados e considerados pelos pais para depois tomarem alguma atitude, se for necessário.

Existem crianças que brincam com personagens que só existem na sua cabeça. O “fazer de conta” permite à criança sentir-se como dona da situação, pois ela é que dá ordens ao amigo invisível, ser por uma vez o responsável, ou chefe: ela pode ensinar, falar, mandar nos seus amigos imaginários de uma maneira impensável, em relação aos seus amigos de carne e osso, ou aos membros da sua família.

Apesar de alguns pais ficarem algumas vezes perplexos perante tal fato, isto pode ser um modo positivo e criativo que a criança arranjou para lidar com o seu mundo de sonho e fantasia, podendo estar sozinha ou não. Na maioria dos casos, trata-se de um recurso valioso para a criança e importante para o seu desenvolvimento, quando surge de modo natural, servindo como fator compensatório.

Os pais e os cuidadores precisam compreender que as crianças com síndrome de Down, tiram uma vantagem deste momento. Há um desempenho importante no papel do desenvolvimento cognitivo e as ajudam a coordenar suas ações, pensamentos; parece ser um importante instrumento para adquirir novas habilidades e alcançar níveis superiores de pensamentos.

Um amigo imaginário tem muitas vantagens. É alguém que está sempre disponível para brincar, que gosta de todas as idéias da criança, que coopera e que nunca lhe tira os brinquedos. Por outro lado, estes amigos também são freqüentemente usados para a criança se livrar de sentimentos negativos, e lidar com eles, ou para atirar as culpas de algum erro para cima deles.

Equipe Filhos & Cia
conteúdo cedido pela Rede SACI (Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação) – Programa USP Legal

 
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