Publicidade
Domingo, 24/09/2017
Busca
Buscar
Facebook
Twitter
RSS
Cadastre seu e-mail em nossa newsletter

Crianças de 2 a 6 anos

As melhores dicas de desenvolvimento, saúde, educação, comportamento e entretenimento para os pequenos.

A chupeta

Hoje vamos falar sobre a chupeta. Usar ou não usá-la? Ela é prejudicial? Até que idade ela é indicada?

Aos 3 anos, toda a criança demonstra uma tendência ‘a sucção do polegar, época do desmame. Esse processo do desmame tem que ser gradual, e feito com muito cuidado, pois essa é a época de maior gravidade, porque a criança irá buscar algo substitutivo do amor e calor maternos.

Em geral as crianças abandonam a necessidade de sucção por volta de 3 a 4 anos.

Hoje, devido ao avanço da ciência, existem, a disposição no mercado, chupetas desenhadas fisiologicamente para todas as crianças durante a fase de amamentação e erupção dos dentes que, juntamente com o contato materno, possibilita que a freqüência dos hábitos prolongados de sucção dos dedos seja reduzida significativamente.

A sucção proporciona prazer e acalma o bebê. Alguns bebês, mesmo após a amamentação, ainda sentem necessidade de sugar. Neste caso é indicado que os pais ofereçam a chupeta ortodôntica aos seus filhos. No mercado há dois tipos de chupetas: convencionais e ortodônticas, de três tamanhos e de dois tipos de material (látex e silicone).

Procure dar preferência sempre a chupetas ortodônticas, do tamanho adequado para a idade do seu bebê. Este tipo de chupeta, diferentemente da convencional, é anatômica e, por isso, se amolda corretamente na boca do bebê. Devem ser trocadas frequentemente para que não se deforme o material e por motivos de higiene.

Caso isso ocorra, podemos observar que o bebê suga fortemente a chupeta até ter sua necessidade satisfeita, geralmente abandonando-a após este momento.

É muito importante que o adulto não reintroduza a chupeta na boca do bebê, porque, quando isto ocorre, este objeto deixa de ter sua função, tornando-se um hábito. A chupeta, nestes casos, permanecerá imóvel na boca do bebê, sem qualquer função.
É fundamental, também, que os pais não ofereçam a chupeta a qualquer sinal de desconforto do bebê, como forma de acalmá-lo. Ela não é e nem deve ser vista como um artefato que proporciona apoio emocional aos bebês, substituindo a atenção dos pais.

Deve-se evitar passar qualquer tipo de produto na chupeta antes de oferecê-la ao bebê e evitar pendurar objetos na chupeta, como fraldas e outras chupetas, pois o peso na mesma, durante a sucção, pode deformar a arcada dentária.

Aos dois anos de vida, aproximadamente, a chupeta deve ser evitada. Isso se deve ao fato de que, com dois anos, a criança já apresenta sua dentição decídua praticamente completa, possuindo condições de se alimentar de forma semelhante ao adulto. Além disso, após esta fase, qualquer objeto que permanecer na boca da criança poderá alterar suas estruturas orais.

A chupeta, neste momento, não tem função nenhuma, a não ser a de atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, impedir a correta movimentação da língua durante a fala (pois, frequentemente, as crianças costumam falar com a chupeta na boca) e favorecer a presença de respiração bucal.

Quanto maior a duração, freqüência e intensidade com que a criança utilize os hábitos bucais ( chupeta, dedo, mamadeira ), maiores poderão ser essas alterações. Uma dica é quando o bebê adormecer com a chupeta e parar de sugar, os pais poderão retirá-la para que não fique parada na boca sem qualquer função, não criando, assim, um hábito desnecessário.

Quando a criança começar a ficar acordada por um tempo maior do dia, entretendo-se com as mãos, explorando brinquedos e começando a falar os primeiros sons, é conveniente não se usar a chupeta, deixando-a apenas para as situações de cansaço ou sono. Deste modo, espera-se que a chupeta seja, aos poucos, excluída da vida da criança.

Samira Bakhit Fakhory
Fonoaudióloga

 
Deixe seu comentário:
Nome:
E-mail* ( Seu e-mail não será divulgado! )
Comentário*
 
Gestação Semana a semana

E-mail

Senha