Publicidade
Sexta-feira, 15/12/2017
Busca
Buscar
Facebook
Twitter
RSS
Cadastre seu e-mail em nossa newsletter

Bebês até 1 ano

Tudo o que você precisa saber sobre as primeiras descobertas da criança estão aqui. Entenda o que acontece durante essa fase, desde recém nascidos até o primeiro ano de vida!

Doutor, meu bebê nasceu com a cabeça torta, e agora?

Uma introdução à Plagiocefalia

Um dia você recebe a visita de sua mãe ou de amigos em casa. Em meio aos mimos e atenção a todos os ruídos e gracinhas feitos pelo bebê, a avó observa: “A cabecinha do bebê está torta, não está?”.

Em um primeiro momento, os pais negam. Mas, surge uma pontinha de preocupação. “Será mesmo que meu bebê tem algum problema?”. Na consulta seguinte ao pediatra essa é a primeira pergunta feita. O médico avalia e pede que os pais mantenham a criança em observação. Quando a nova consulta acontece e o quadro não regride, é hora de entender melhor o que há com a criança.

No entanto, não há motivo para pânico. São bastante comuns casos de bebês com pequenas deformidades cranianas, principalmente após a resolução da Academia Americana de Pediatria, que definiu, em 1992, a obrigatoriedade da indicação, pelos pediatras, para que os pais coloquem seus bebês para dormir sempre com a barriga para cima, a fim de evitar a Síndrome da Morte Súbita do recém nascido. A obrigatoriedade alavancou o número de casos. (Mas vale lembrar que a recomendação da Academia deve ser seguida sempre!).

As deformidades podem ser de dois tipos: cranioestenose ou plagiocefalia posicional. Por meio de exame clínico, e de outros comprobatórios, como a tomografia computadorizada, é possível fazer o diagnóstico diferencial entre os dois problemas. Descartada a cranioestenose, que exige a intervenção cirúrgica, passamos ao diagnóstico e tratamento da plagiocefalia posicional.

Mas o que é isso?

Plagiocefalia vem do grego (plagio=obliquo e cefálios=cabeça) e significa assimetria oblíqua da cabeça. Ou seja, olhando seu bebê de cima, percebe-se uma desproporção ou achatamento em uma ou mais regiões da circunferência craniana. A plagiocefalia posicional ou deformacional não está associada ao fechamento prematuro de áreas de contato ósseo, que nas crianças são abertas, justamente para permitir o crescimento do cérebro.

Muitas crianças nascem com uma certa deformidade da cabeça, sendo que a maioria regride espontaneamente. Algumas, porém, permanecem com o problema, que pode se agravar com o passar dos meses e posicionamento viciado do bebê no berço, na cadeirinha ou no momento da amamentação.

Do nascimento até os 18 meses de idade a cabeça da criança cresce muito rapidamente, proporcionalmente muito mais que o corpo. Ao final do segundo ano de vida, as suturas cranianas estão praticamente fechadas. É nesse período, dos 4 aos 14 meses de idade que ainda é possível corrigir ou direcionar o crescimento craniano para que tudo volte à normalidade.

Existem diversas ferramentas para avaliar a severidade da assimetria craniana, desde as mais intuitivas como a observação a olho nu até as mais precisas, com escaneamento a laser da superfície craniana para obtenção das medidas antropométricas (que também podem ser obtidas manualmente com paquímetro, porém com menor precisão).

A dica é observar o desenvolvimento da cabecinha do seu bebê. Fique atento e consulte o pediatra de sua confiança sempre que tiver qualquer dúvida!

Em breve oferecerei mais detalhes a respeito da Plagiocefalia Posicional!

Dr. Gerd Schreen
Especialista em Assimetrias Cranianas

 
Deixe seu comentário:
Nome:
E-mail* ( Seu e-mail não será divulgado! )
Comentário*
 
Gestação Semana a semana

E-mail

Senha