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Segunda-feira, 25/09/2017
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Crianças de 2 a 6 anos

As melhores dicas de desenvolvimento, saúde, educação, comportamento e entretenimento para os pequenos.

Delinquência digital

A Sociedade Digital transformou a forma como as pessoas se relacionam para sempre. Além disso, mudamos o modelo de riqueza, que passou a estar baseado em ativos intangíveis, especialmente, conhecimento, informações. Todo e qualquer indivíduo tem o poder de se expressar em tempo real para o mundo, gerando conteúdos que se perpetuam na Internet. No entanto, sem educação, o que seria algo positivo pode gerar muitas coisas negativas, de ofensas digitais a prática de plágio, além de outros crimes digitais.

Por isso, a disciplina “Cidadania e Etica Digital” que pode ser ministrada de forma independente ou no contexto dentro de outras disciplinas (com temas discutidos em aulas de história, geografia, biologia, computação, inglês, outras) tem a finalidade de trazer o fundamento comportamental necessário para um indivíduo exercer ao máximo sua liberdade e cidadania na era digital, de forma ética, segura e legal. Ou seja, visa permitir o máximo uso da tecnologia com o menor risco social possível. Não podemos deixar que vire uma “terra sem lei” ou vamos retroceder para o “estado de natureza”, a lei do mais forte. Tecnologia não pode estar dissociado de ética e de leis, sob pena de sabotarmos a próxima geração.

Precisamos formar uma geração digital com foco na construção do positivo e não no uso da tecnologia para fins ilícitos ou de má-fé. A Internet tem o poder de perpetuar o conteúdo. Os jovens que já vivenciam esta realidade já sentem seus reflexos diretos em sua vida digital. Este é o papel e o propósito do Movimento “Criança Mais Segura na Internet” , que tem como missão formar jovens, professores e pais no uso ético, seguro e legal da tecnologia. Inclusive, é possível que a Escola agende uma palestra gratuita, bem como que os interessados realizem o curso de formação de Voluntários à Distância, com orientação e recebimento de material didático e pedagógico para disseminação do conhecimento.
Os pais precisam fazer parte do processo de iniciação de seus filhos no ambiente eletrônico, especialmente quando envolver redes sociais. Assim como se comprar um videgame vão instalar, mostrar como funciona, jogar uma partida juntos, o mesmo deve ocorrer na Web. Hoje, o jovem acaba por acessar sozinho, falta a “assistência” inicial necessária para ensinar a usar do jeito certo e sem riscos.

Além disso, é fundamental o uso de um software de controle parental. Isso não resolve o problema, mas diminui o risco dos próprios pais serem responsabilizados por “culpa in vigillando”. Como a Internet não tem programação de conteúdo por faixa etária e horário, como ocorre em outras mídias, cabe aos pais definir quais os sites que entendam adequados para navegação dos filhos sob a sua supervisão. Claro que se o jovem quiser burlar a medida de segurança, ele consegue, pode acessar pelo celular, da casa de amigos, até de lanhouse ou cybercafé, mas quando isso ocorrer, estará claro que houve a intenção de descumprir a regra estabelecida. Assim, não há como dizer que os pais não estavam cumprindo com seu dever de zelo e orientação.

Por isso, diálogo é fundamental. Ensinar o jovem a ter visão crítica, a enxergar que a “moda passa e o conteúdo fica na internet”. Que as atitutdes de hoje, na web, refletem no futuro do indivíduo. O trabalho conjunto de apoiar o início (assitência), usar software de controle parental (monitorar) e ensinar o uso certo (discernimento) permitem reduzir grande parte dos incidentes.

Temos que agir! Passamos a ter uma reputação online a zelar. O que antes era limitado em tempo e espaço agora ocorre sem fronteiras, se espalha pelo mundo rapidamente. Por isso, ensinar a prática da prevenção, formar muito mais que informar. Já vivemos em rede, todos conectados, e para que seja saudável é essencial assumir um pensamento comunitário (oposto aos últimos anos de individualismo exarcebado), com foco no cuidado com o outro, no meio ambiente, na própria postura em Redes Sociais deve fazer parte da prática diária de cidadania.

Todas as famílias no Brasil deveriam receber orientações sobre Direito e Ética, como uma medida educacional e preventiva para nortear melhor as decisoes e os comportamentos das pessoas na Sociedade Digital. Não adianta criar leis de crimes eletrônicos se não houver uma atuação mais eficaz do Poder Público, dos pais e escolas na formação do jovem “Geração Y ou Z”. Vivemos um cenário atual crescente de  “delinquencia digital”.

Esta nova geração de filhos nascidos e criados com mimos tecnológicos, superprotegidos, onde o mundo real inseguro os levou a levar uma vida mais virtual, na internet, com amigos em redes sociais, mas que exige também cuidados, não apenas para não se tornarem vítimas, mas principalmente para não serem infratores. Mãos a obra, ou melhor, mãos na máquina !

Dicas para Pais de Adolescentes evitarem a Delinquência Digital:
• Dar assistência no uso das ferramentas tecnológicas (ensinar sobre as regras do jogo, ética e leis em vigor);
• Usar um software de controle parental;
• Criar perfis no computador quando usado por mais de um integrante da família para saber quem está fazendo o que (e isso apoia também dar maior liberdade a quem tem mais maturidade e idade);
• Fazer busca periódica na Internet com nome dos filhos (inclusive busca por imagem);
• Frequentar a vida digital dos filhos (falar com eles pelo comunicador instantâneo, visitar eles no Blog e Comunidades que participam);
• Orientar sobre excesso de exposição (especialmente para que evitem publicar fotos mais íntimas e de situações da família que possam gerar riscos até de segurança, ex: atrair sequestro, assalto, outros);
• Ensinar velhos conselhos que se aplicam ao mundo digital: não falar com estranhos na web, não pegar carona em qualquer comunidade, não cobiçar e copiar o conteúdo do próximo, não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você, só usar fotos autorizadas pela pessoa fotografada e “diga-me com quem navegas que te direi quem és”.

Drª Patrícia Peck
Advogada especialista em Direito Digital

 
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