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Sexta-feira, 15/12/2017
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Crianças de 7 a 12 anos

As melhores dicas reunidas, desde a fase dos "porquês" até a pré-adolescência.

As drogas

O uso de drogas é com certeza um dos maiores problemas que as sociedades modernas vêm enfrentado. E um dos piores pavores dos pais, pois quando um jovem se vicia em drogas transforma a vida da família em um verdadeiro pesadelo.

As drogas estão atrás de grande parte dos crimes cometidos e de graves problemas que ocorrem nas famílias. Portanto, é fundamental tentar educar nossos filhos para que não as usem.

Vale aqui o que foi dito em relação à educação sexual. O silêncio e a omissão podem ser fatais. É preciso educar e informar os nossos filhos.

Quando falamos em drogas, falamos das permitidas, como álcool e cigarro, que muitas vezes são usadas livremente dentro de casa. Lembre-se sobre a importância do exemplo dos pais para a formação dos jovens!

Já as drogas ilegais mais utilizadas atualmente são a maconha, a cocaína e seu derivado, o crack, e ainda o ectasy.

A maconha, extraída da planta canabis, é geralmente fumada, ou raramente ingerida. Deixa a pessoa meio aérea, com a fala e os pensamentos mais lentos. Seus efeitos incluem sensação de relaxamento, leveza e tranqüilidade, risos sem motivo, fala exagerada e sensação de euforia. Discute-se se provoca dependência física ou psíquica, mas o fato é que quem a usa tem dificuldade para deixá-la, e pode ser uma porta aberta para o uso de outras drogas.

 A cocaína é obtida em laboratório a partir da folha da coca. Pode ser aspirada, o que é mais comum, ou injetada. Seus efeitos incluem sensação de euforia e poder, perda de apetite, do sono e do cansaço. Em doses elevadas causa aumento da temperatura do corpo, convulsões e morte por parada cardíaca. É altamente viciante, e após o uso provoca sensação de prostração e depressão. Sabe quanto custa a cocaína? Aproximadamente o mesmo preço do ouro… Assim dá para entender o enorme poder econômico do tráfico de drogas.

O crack é um sub-produto derivado da cocaína, bem mais barato. É fumado em cachimbos próprios para esse fim. Tem um poder viciante enorme, maior que o da cocaína. Seu efeito é semelhante, mas dura poucos minutos, ao fim dos quais o usuário já precisa fumar novamente. Pode provocar lesões cerebrais, e tem um efeito devastador sobre a qualidade de vida do usuário.

Já o ectasy é uma droga sintética, que consiste em uma mistura de anfetamina com alucinógeno. É ingerida na forma de comprimidos, e geralmente é adquirida e utilizada nas festas e nas baladas. Provoca excitação e euforia, e um grande aumento da temperatura do corpo, podendo levar à morte.
 
E como é que alguém experimenta as drogas, como é que um adolescente se vicia?  O jovem é impulsivo e curioso, sempre disposto a testar seus limites. Se não tiver um bom freio para segurá-lo, vai usar mesmo.  Em geral o primeiro contato com a droga se faz através de um amigo, muitas vezes alguém bem próximo e conhecido da família. E não, como muitos imaginam, por um traficante desconhecido no meio da rua.

A partir daí, há três caminhos possíveis. No primeiro, o jovem após ter a curiosidade saciada deixa de usar a droga. No segundo, ele passa a fazer uso esporádico, sem adquirir um vício tão forte que leve sua vida a uma decadência. E no terceiro, o vício se instala fortemente levando a uma profunda desagregação pessoal e familiar.

E quais os fatores que influem para que o caminho seja um ou outro?

Alguns fatores influem positivamente para afastar os jovens das drogas. Uma boa educação, iniciada bem cedo e principalmente, uma família bem estruturada, onde haja muita união entre seus membros e facilidade de diálogo. Um lar onde o jovem se sinta acolhido e fortalecido. Além de um bom grupo de amigos bem-educados.

Entre os fatores negativos, além da falta dos elementos acima, está a predisposição familiar, genética, para a dependência química. É a presença ou não desta predisposição que faz com que um jovem se vicie fortemente e outro se mantenha como usuário ocasional.

Este usuário ocasional é o que normalmente faz apologia das drogas, dizendo até que elas não viciam, pois consegue manter suas atividades habituais mais ou menos intactas. É o elemento mais perigoso e pernicioso, depois do traficante, pois passa aos outros esta falsa noção. Enquanto o verdadeiro dependente químico se desintegra levando junto sua família.

Resolver a questão de modo amplo é uma missão quase impossível, que requer a participação de vários setores da sociedade organizada. Infelizmente não há uma solução fácil.

No âmbito familiar, além do que já foi dito, a prevenção eficaz depende de um esforço constante para manter o jovem sempre próximo, e bem informado. É necessário falar sobre como as drogas são usadas e quais os seus efeitos e conseqüências.

Um ponto muito importante é a reação dos pais quando o jovem confessa que fez algo errado. A primeira resposta, para a maioria deles, é de ficar muito bravo, e dar uma grande bronca. Isto fará com que, no próximo erro, o jovem se cale. É preciso que os pais se condicionem para que nesta situação, mantenham-se calmos e serenos. Que ouçam tudo que o jovem tem a dizer, e depois ponderem como aquele erro pode ser sanado e evitado. Assim o jovem sentirá que pode contar com a confiança e acolhimento de seus pais sempre que errar ou fraquejar.
 
Para aqueles que já têm filhos com este problema, é muito importante procurar ajuda especializada, pois sempre existe a possibilidade de se conseguir um controle da situação.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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