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Crianças de 2 a 6 anos

As melhores dicas de desenvolvimento, saúde, educação, comportamento e entretenimento para os pequenos.

A educação para as viagens de férias – parte I

Mesmo em tempo de férias, de viagens, de ir à praia ou apenas de passear por aí, é necessário um pouco de educação.  São  cuidados importantes para que o passeio seja pleno de divertimento e saúde. Sem os aborrecimentos que podem ocorrer se não forem tomados as precauções devidas com a saúde da família, especialmente das crianças.

Para quem vai viajar os cuidados começam com um bom planejamento, que deve obrigatoriamente incluir uma revisão das condições do carro. É indispensável também uma consulta ao médico, para verificar o estado de saúde das crianças e se há cuidados específicos recomendados.

Deve-se pedir ao médico uma listinha dos principais medicamentos sintomáticos que possam vir a ser necessários, acompanhados da dosagem e instruções de uso. Por exemplo, remédios para febre, vômitos, cólicas, soro para hidratação oral, repelentes de insetos, etc. Também é bom verificar com antecedência que tipo de recurso hospitalar existe no local de destino, suas condições, quais convênios atende, etc.

Durante a viagem propriamente dita é necessário observar as normas de segurança aplicáveis, como vimos antes. O ideal é fazer paradas curtas para descanso a cada duas horas de viagem.

Nos trechos de serra, bem como nas cabines pressurizadas dos aviões, um cuidado adicional deve ser tomado. Os bebês devem sugar periodicamente, pois este ato evita que os ouvidos fiquem tampados e venham a doer. Nas crianças maiores e nos adultos o ato de mastigar tem o mesmo efeito. É bom lembrar que a Infraero, empresa que administra os aeroportos brasileiros, contra-indica as viagens de avião nos primeiros sete dias de vida dos bebês.

 A praia é um dos destinos prediletos, e nesta hora a diversão é certa e garantida, mas os cuidados devem ser redobrados.

 Informe-se junto ao serviço de Salva-Vidas sobre as condições de balneabilidade e segurança da praia específica. O melhor horário para freqüentá-la é antes das dez horas ou após as quinze horas (ou antes das onze e após as dezesseis horas, no caso do horário de verão). A permanência na praia não deve ser longa, cerca de uma ou duas horas no máximo.

 A exposição excessiva ao sol e o tom bronzeado da pele já foram considerados por muito tempo como sinal de saúde. Sabe-se porém atualmente que o excesso de sol  pode ser danoso ao ser humano. O perigo vai desde o envelhecimento precoce da pele até o aparecimento de câncer cutâneo. Em países como os Estados Unidos a incidência de melanoma (um tipo de câncer de pele) aumentou vinte vezes nos últimos setenta anos. Embora vários fatores estejam envolvidos, o tempo de exposição ao sol é um dos principais e o único que pode ser prevenido.

Assim, mesmo nos horários adequados a exposição direta de crianças ao sol não deve ultrapassar meia hora por dia. É importante lembrar que mesmo em dias nublados ou à sombra, o perigo é praticamente o mesmo. As nuvens filtram apenas uma parte dos raios solares. E a proteção dada por guarda-sóis ou sombrinhas também é muito relativa, pois cerca de vinte por cento dos raios do sol refletem-se na areia, água ou concreto e atingem as pessoas que estão à sombra.

Por este motivo recomenda-se que as crianças e mesmo os adultos usem o tempo todo roupas leves, bonés ou chapéus, que cubram a maior parte possível do corpo.

O uso de protetor solar é recomendado. Deve-se escolher um produto de marca conhecida e de boa qualidade, com formulação de baixo potencial alérgico, própria para uso infantil e FPS (fator de proteção solar) acima de quinze. Para evitar o risco de alergia deve-se experimentar o protetor em pequena área da pele e observar durante algum tempo, antes de aplicar em regiões mais extensas. Segundo a Academia Americana de Pediatria mesmo em bebês abaixo de seis meses os protetores podem ser usados em pequenas áreas expostas, como mãos e rosto.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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