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Crianças de 2 a 6 anos

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Hábitos saudáveis I – A Alimentação

A alimentação saudável é um tema cada vez mais valorizado. Sabe-se hoje dos terríveis efeitos a longo prazo de uma alimentação desequilibrada: obesidade, diabetes, hipertensão arterial…

No primeiro ano de vida, as crianças geralmente tem uma alimentação saudável e equilibrada, orientada pelo pediatra e diferente daquela dos demais membros da família.  O problema começa quando ela completa um ano e passa a receber a alimentação “da casa”, igual a dos adultos. Isto em geral significa uma dieta cheia de erros e vícios. Frituras, sal e açúcar em excesso, refrigerantes, poucas verduras e excesso de calorias.

É inviável ter dois tipos de alimentação numa casa, a saudável – das crianças – e a errada dos adultos. Ou estes passam a se alimentar saudavelmente junto com as crianças, ou estas também vão aprender a comer errado. A escolha é sua…

Alguns princípios da alimentação infantil são básicos. A regra de ouro é nunca forçar, insistir, agradar ou chantagear a criança para que ela coma. Para os pequenos, após o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses (quando possível), vem a fase de introdução de outros alimentos. Eles têm o objetivo de fornecer novos nutrientes e de ensinar a criança a mastigar e engolir alimentos mais consistentes. Uma dificuldade inicial da criança é normal , não deve ser encarada como uma recusa e pode ser contornada com uma atitude persistente. Os alimentos mais consistentes têm papel definido no desenvolvimento da mandíbula, dos dentes e da própria fala.

Após um ano de idade, o apetite normalmente começa diminuir. “Vitaminas” ou remédios para “abrir o apetite” são desnecessários e ineficazes na grande maioria dos casos. Além disso, podem ter efeitos colaterais negativos.

As famílias, especialmente as mães e avós devem ter consciência de seu “olhar emagrecedor”.  Mesmo que a criança tenha peso adequado ou até acima do ideal, aos olhos delas a aparência é sempre de desnutrição. “Ela está muito magrinha, doutor”.  Na verdade, o problema mais freqüente hoje é o contrário, a obesidade. Acompanhe o gráfico de peso de seu filho e se necessário solicite ao pediatra explicações detalhadas.

Outros princípios básicos da alimentação infantil são o da variedade e da quantidade. Variar sempre os ingredientes, o cardápio e a forma de apresentação dos pratos ajuda a despertar na criança o prazer de se alimentar. A quantidade deve ser aquela que satisfaz a criança e promove um crescimento adequado. Nem mais, nem menos. E não aquela que o pai, a mãe ou avó acham que a criança deve comer. Como saber? Deixando a criança exercitar sua vontade e estabelecer sua própria quantidade.  E fazendo o controle pediátrico periódico.

A hora da refeição deve ser tranqüila, com as crianças comendo junto com os adultos. Sem pressões, brigas, tensões ou ameaças para obrigar a criança a comer. Terminado o prazo normal (uns trinta minutos), os pratos devem ser retirados. E não se deve trocar alimentos que foram rejeitados por outros, ou por mamadeiras, por exemplo.

Recentemente o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria editaram e divulgaram um documento intitulado “Os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos”. Os ensinamentos nele contidos servem para toda a vida. Para conhecê-lo na íntegra solicite uma cópia ao seu pediatra. Alguns destaques desse documento são:

Passo 1 – Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chá, ou qualquer outro alimento.

Passo 8 – Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

Lembre-se de que mais uma vez, você estará enfrentando uma poderosa força contrária. A mídia estará propagando e estimulando exatamente o contrário. Esteja convicto e seja firme!

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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