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Quarta-feira, 13/12/2017
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Crianças de 2 a 6 anos

As melhores dicas de desenvolvimento, saúde, educação, comportamento e entretenimento para os pequenos.

A retirada das fraldas – parte II

O treinamento para controle da urina só deve ser iniciado quando a criança já estiver evacuando normalmente no banheiro. Deve-se começar pelo período diurno, colocando-se a criança no banheiro para tentar urinar, a cada três horas aproximadamente. Sempre explicando o que se deseja e até imitando o barulhinho do xixi. Como sempre, elogiar os sucessos e ignorar, sem comentar, os “fracassos”.

O controle urinário diurno geralmente se consegue até os dois anos e meio ou três anos, mas o noturno pode demorar até os cinco ou seis anos de idade. Quando estes prazos (aproximados) são ultrapassados, dizemos que a criança está com enurese, ou seja , está urinando involuntariamente. Isto requer avaliação especial e eventualmente até tratamento.

É comum que crianças que já tinham perfeito controle de fezes e urina repentinamente voltem a “sujar” a roupa. E por que isto ocorre? Geralmente são crianças submetidas a algum “stress” psicológico, como ciúmes pelo nascimento de um irmãozinho, luto pelo falecimento de parentes ou de animais de estimação, separação do casal, doença na família, desemprego, mudança de escola, e muitos outros. Por vezes a causa não está tão evidente para a família, pois determinadas situações são “escondidas” da criança, imaginando-se ingenuamente que ela nada percebeu. Mas basta pesquisar um pouco e geralmente encontramos uma explicação.

A criança que está nesta situação precisa de apoio e compreensão da família e dos professores. Estas situações são geralmente temporárias e reversíveis, mas o pediatra encaminhará quando necessário para avaliação ou tratamento psicológico.

Além da enurese, outros problemas relacionados com o processo de controle dos esfíncteres podem surgir, como a obstipação intestinal (“intestino preso”), que pode ser causada pelo treinamento feito antes da hora. Ou então uma simples mudança nos horários da criança ou a introdução de uma nova atividade no horário em que ela estava acostumada a evacuar podem trazer perturbações.

Nestes casos a avaliação paciente e cuidadosa do pediatra poderá esclarecer e resolver os problemas.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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