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Quarta-feira, 13/12/2017
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Gestantes

Esta seção vai ajudar as gestantes a entenderem melhor o milagre da gravidez

Parto Normal ou Cesariana?

O momento tão esperado finalmente chegou! Orientada por seu obstetra, a gestante procura o hospital. Pediatra avisado, equipe a postos, tudo pronto para a chegada do bebê.

Será parto normal (também chamado de natural) ou cesariana? A resposta a esta pergunta pode ter sido respondida meses atrás, quando a gestante escolheu seu obstetra. Sabemos que na maioria dos hospitais brasileiros o índice de partos cesarianos é altíssimo. Chega em alguns casos a mais de 90%, enquanto que em outros países, como os EUA, é de cerca de 20%. Ou até menos, como no Japão ou Áustria (cerca de 10% de cesáreas). A média brasileira, incluindo os hospitais públicos, é de cerca de 40%.

Várias iniciativas vem atuando para tentar diminuir este índices. O Ministério da Saúde estabeleceu um teto máximo para pagamento de cesarianas nos hospitais públicos. Este teto irá diminuindo gradualmente a cada ano, até atingir números razoáveis, por volta de 25 – 30%. Já o Conselho Federal de Medicina criou e desenvolveu uma ótima campanha chamada “Natural é Parto Normal”.

Sou de opinião de que deve-se respeitar a opinião da gestante e seu direito de escolher o tipo de parto que deseja, em conjunto com o seu médico. Mas creio que ela precisa de muita informação correta, para desmistificar e esclarecer as idéias errôneas e preconcebidas que circulam por aí com força, referentes aos tipos de parto.

Pois a verdade é que a cesariana com hora marcada é na maioria das vezes, um conluio de interesses entre os profissionais e a gestante. O obstetra fica livre de acompanhar, as vezes madrugada adentro, um longo trabalho de parto. O pediatra também pode programar sua vida, sem ser surpreendido por um chamado em meio a outra atividade. A gestante também imagina que terá vantagens. Ficaria livre das dores e do cansaço do trabalho de parto, dos quais muitas têm medo. E o bebê? Aparentemente também ganha, pois nasce de forma mais tranqüila, com muito menos esforço que no parto natural.

Exceto quanto à comodidade dos profissionais, os outros argumentos são falsos. Todas as atividades do parto normal, desde as contrações, até a descida pelo canal de parto, exercem importantes funções no organismo da mãe e do filho. Preparam o bebê para o nascimento e para a vida fora do útero.

E ajudam a mãe a recuperar-se de maneira muito mais simples e saudável do que em uma operação cirúrgica como a cesariana.

Como em tudo na vida, é necessário o bom senso. Do obstetra e da família, que muitas vezes também pressiona o médico a realizar um ou outro tipo de parto. Tanto o parto natural como a cesariana devem ser adequadamente indicados e conduzidos.

A dica que dou às gestantes é que procurem conversar na sala de espera com as demais pacientes que já fizeram o parto com o seu obstetra. Façam uma pesquisa informal, para verificar o índice de cesarianas. Lembre-se: em serviços de boa qualidade ele não deveria passar de 25%. O parto natural, quando possível, é o melhor para a mãe e para o bebê!

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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