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Sexta-feira, 15/12/2017
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Crianças de 7 a 12 anos

As melhores dicas reunidas, desde a fase dos "porquês" até a pré-adolescência.

Papel de Pai e Mãe

As dúvidas e as confusões são hoje tão grandes, que muitos pais e mães já nem sabem mais qual o papel deles na educação dos filhos.

 Muitos dizem “eu vou ser amigo do meu filho”. Com o sentido implícito de abrir mão das tarefas desagradáveis da educação. Mas, os pais podem ser amigos dos filhos? Eles devem ser amigos das crianças?

Afinal, o que se espera dos pais? Qual o seu papel, sua obrigação?

 A resposta é clara e óbvia: a eles cabe zelar pelo bem estar de seus filhos e educá-los.

Quando pequeninos, a mãe é o centro do universo, a fonte principal de alimento, cuidados e carinho. É assim que o bebê sente, mesmo quando o pai participa ativamente desse processo.

Ao crescerem, os bebês adquirem gradativamente consciência do mundo que os cerca. E o pai é fundamental para apresentar o mundo a seu filho, trazendo-o para conviver com a sociedade. Hoje, felizmente, surgiu um novo tipo de pai, mais carinhoso e participativo. E que divide com a mãe as responsabilidades familiares. Pai e mãe, juntos, vão educar esta criança.

Quando eles conseguem ser amigos dos filhos, ótimo. Mas o que lhes cabe, realmente, é criar e educar. E para isso é preciso muitas vezes ser duro, frustrar expectativas, dar limites. Dos amigos, só se espera coisas boas, não há o compromisso da educação…

A participação dos pais na vida dos filhos é saudável e desejável. Saber o que eles fazem, aonde vão, com quem se relacionam, é muito bom. E os filhos, mesmo que digam o contrário, gostam disso.

Mas às vezes, quando os filhos já estão um pouco mais crescidos, alguns pais começam a exagerar nessa participação. Passam a freqüentar os mesmos locais de lazer, os mesmos círculos de amigos, a ter as mesmas atividades. E pior, surge até uma competição entre eles, pelas mesmas roupas, pessoas, etc. É um extremo em que o adulto abre mão de sua vida, do seu papel de educador, para viver a vida de seu filho.

Sem cair nessa armadilha, procure participar de todas as atividades importantes da vida de seu filho, mesmo que pareça perda de tempo. A formatura da pré-escola, a festa junina do berçário, tudo isso pode parecer uma bobagem para os adultos. Mas para os filhos são momentos únicos, onde eles desejam ter os pais a seu lado. E o tempo passa rápido, implacável, não volta jamais. Não perca estes momentos valiosos!

Os amigos e a escola sempre foram fontes primordiais de informação para as crianças. Mas hoje em dia existem outras, que se tornaram também essenciais, como a televisão e a internet. Antes mesmo de ir à escola pela primeira vez, muitas crianças já acumularam intermináveis horas diante da TV ou do computador. Mas qual a qualidade destas informações que a criança recebe?

Por isto é altamente desejável que os pais sejam a principal fonte de informações de seu filho, para que possam educá-lo da maneira que acreditam ser a melhor. Mais do que nunca, é preciso um grande esforço, pois a concorrência nunca foi tão grande. Procure se atualizar, dominar as novas tecnologias, como a internet. E, mesmo que tenha pouco tempo, procure estar disponível e acessível para orientar seu filho quando ele precisar.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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