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Domingo, 24/09/2017
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Bebês até 1 ano

Tudo o que você precisa saber sobre as primeiras descobertas da criança estão aqui. Entenda o que acontece durante essa fase, desde recém nascidos até o primeiro ano de vida!

A UTI Neonatal

O bebê que necessita de cuidados especiais

A unidade de terapia intensiva neonatal é o local que  concentra em uma mesma área física os recursos humanos e materiais necessários para dar suporte ininterrupto às funções vitais dos recém-nascidos.

Nela há equipes especializadas de médicos, enfermeiras, além de outros profissionais de saúde e pessoal de apoio, com retaguarda de exames complementares laboratoriais e radiológicos, tudo funcionando nas 24 horas do dia. Equipamentos modernos como incubadoras de última geração, respiradores, monitores cardíacos e de oxigenação, entre muitos outros, são obrigatórios neste ambiente.

Segundos dados estatísticos, 5% dos recém-nascidos que nascem em uma maternidade geral vêm a precisar de cuidados intensivos. É claro que se for uma maternidade especializada em gestações de alto risco esse número poderá ser bem maior.

A taxa de mortalidade em uma UTI neonatal é em torno de 15%. Porém é preciso levar em conta que esta é uma média. Este número pode variar para cada serviço e também conforme a causa da internação do bebê na UTI.

Não podemos esquecer também de que o impulso vital, a reserva de forças, a capacidade de luta destes pequenos seres humanos é enorme. Muitas vezes surpreendem mesmo a quem já conhece esta característica.

O relacionamento dos pais com a equipe

É muito grande a preocupação e a ansiedade dos pais quando seu bebê necessita destes cuidados especializados. É fundamental manter a calma e a confiança na equipe que está trabalhando intensivamente pela recuperação de seu bebê. Somente dessa forma cria-se uma corrente positiva, que auxilia muito a todos e principalmente ao recém-nascido. Apesar de toda a tecnologia usada, habitualmente as equipes de médicos e outros profissionais da UTI neonatal trabalham de forma muito humanizada. Sempre tratando o bebê como um ser humano único, merecedor de todo o carinho e atenção, além do melhor desempenho profissional de cada um.

As restrições de acesso e circulação têm por objetivo principal controlar a infecção hospitalar, um dos maiores perigos para estes bebês. Entender e respeitar estas normas ajuda a manter um bom relacionamento dos pais com a equipe. Manter sempre um diálogo franco, expondo todas as dúvidas, preocupações e sentimentos ajudará e muito.

Não se pode esquecer da extrema sensibilidade dos bebês do ponto de vista psíquico. Quem já trabalhou em UTI neonatal com certeza já vivenciou inúmeras vezes a experiência de ver um recém-nascido que sempre apresenta piora súbita, quando recebe a visita de um familiar muito perturbado ou pesaroso. Da mesma forma, outros melhoram na presença de um pai ou uma mãe mais positivos. Conversar com o bebê, tocá-lo, faze-lo sentir sua presença, transmitindo-lhe segurança, afeto, apoio e boas energias é parte importante do tratamento. Colocar um enfeite ou um brinquedo colorido (lavável) ou ainda escrever o nome da criança na incubadora são iniciativas bem-vindas.

Apesar da tristeza e preocupação naturais em uma situação destas, é fundamental manter o otimismo, com a mente voltada para a força maior do universo.

São muitas as intercorrências que podem afetar os recém-nascidos e a todas o neonatologista deve estar atento. Costumo dizer que um bebê que vai para a UTI tem diante de si uma corrida de obstáculos a vencer. Infelizmente, nem todos serão capazes de superá-los.  É claro que os obstáculos são diferentes para cada um dependendo do problema que apresenta.

Muitas vezes é difícil para os pais entenderem a dificuldade dos médicos em fazerem um prognóstico exato para cada bebê. O que acontece é que por serem muito delicados, seu quadro pode se alterar muito rapidamente, tanto para melhor como para pior. Por isto mesmo é que necessitam de atenção intensiva. Um exemplo típico é o do bebê que apresenta um problema respiratório, mas está respirando sozinho. Em poucas horas ele pode se cansar e vir a precisar do auxílio do aparelho para respirar.

Entretanto para cada tipo de bebê, classificado com  base no peso de nascimento e no cálculo da idade gestacional, existem os problemas mais freqüentes.

E quais são os bebês que têm mais chance de precisar de uma UTI? De longe, os prematuros.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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