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Sexta-feira, 15/12/2017
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Bebês até 1 ano

Tudo o que você precisa saber sobre as primeiras descobertas da criança estão aqui. Entenda o que acontece durante essa fase, desde recém nascidos até o primeiro ano de vida!

Soluços, espirros, nariz entupido e cólicas, que chateação!

São sintomas muito comuns nos primeiros meses de vida e que depois desaparecem . Acredita-se que estejam relacionados ao amadurecimento e à adaptação do bebê ao meio ambiente externo.
Os soluços costumam ocorrer em duas situações. A primeira é após as mamadas, quando o bebê está de “barriga cheia”. Basta esperar o esvaziamento do estômago (que é muito rápido quando a criança é amamentada ao seio devido à alta digestibilidade do leite materno) e o problema estará resolvido. Os soluços também podem aparecer quando o bebê está com frio (por fralda molhada ou pouca roupa). Neste caso basta trocá-lo ou agasalhá-lo melhor e os soluços desaparecem. Que me desculpem as comadres, mas a “bolinha” de lã vermelha grudada na testa não ajuda em nada…
A presença de espirros também é bastante comum e não significa que o bebê esteja gripado. Não requer tratamento pois não chega a prejudicar o bebê.
Já a obstrução nasal costuma trazer mais incômodo para o bebê e preocupação para os pais. Pode atrapalhar as mamadas e o sono. O ruído produzido pela obstrução nasal é interpretado erroneamente pelos pais como se o peito estivesse cheio de catarro. Na dúvida consulte o pediatra que facilmente esclarecerá.
O tratamento da obstrução nasal é simples e consiste na lavagem das narinas com soluções à base de soro fisiológico. Mas só deve ser usada nos casos em que a obstrução é importante e está atrapalhando muito o bebê. Nos casos mais leves a lavagem das narinas pode incomodar mais que a obstrução…
Uma dica: nos dias muito frios é bom amornar o soro antes de usá-lo pois o liquido frio pode piorar a obstrução nasal. Entre as várias formas de aquece-lo, a melhor consiste na mãe colocar o vidrinho do remédio entre os seios e deixá-lo ali por algum tempo. Desta forma garante-se a temperatura adequada para ser administrado e que junto com o remédio irá também um pouco do carinho materno… Também é prudente erguer um pouco a cabeça do bebê quando pingar o remédio para evitar que ele se engasgue.
O uso de outros medicamentos do tipo “para desentupir o nariz” deve ser feito somente com prescrição médica e com muito cuidado pois existe o risco de intoxicação do bebê.
Não se deve utilizar aspiradores nasais para retirar a secreção nasal. Eles machucam a mucosa do nariz, que se defende produzindo mais secreção e piorando a obstrução.
De todos estes sintomas o que costuma incomodar mais é a cólica. Sua principal característica é aparecer após o décimo dia de vida e durar em média até o final do terceiro mês. Esta duração pode ser maior ou menor dependendo do bebê. Além disso a cólica tem horário certo para aparecer, geralmente à noitinha. A criança chora desesperadamente, às vezes durante horas seguidas.
Como já dissemos antes, o aparecimento das cólicas está diretamente relacionado com o estado emocional dos pais, com o ambiente psicológico da casa. Quando o lar está tranqüilo e a família em paz, o bebê se sente seguro e tem pouca cólica. Quando ao contrário, a família está tensa, insegura, o ambiente carregado, o bebê tem mais dores. Este é o motivo pelo qual o primeiro filho tem mais cólicas que os outros.
Na hora da cólica, algumas medidas podem ajudar, como manter um ambiente calmo e tranqüilo. Evitar visitas excessivas e demoradas. Num quarto silencioso, na penumbra, a mãe deve despir-se e permitir que o bebê, também só de fraldas, sinta o contato com sua pele. Melhor ainda, ele pode deitar-se de bruços sobre a barriga da mãe (ou do pai!).
Outra coisa que pode ajudar no caso das cólicas mais intensas é dar um pequeno passeio ao ar livre com o bebê. O uso de remédios é de pouca ajuda, mas em último caso às vezes acabamos recorrendo a eles.
Raras vezes o choro intenso atribuído à cólica pode ter outra origem, como uma fratura de clavícula ou mesmo uma hérnia. Mas através de um exame minucioso o pediatra pode afastar estas causas.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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