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Quarta-feira, 13/12/2017
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Bebês até 1 ano

Tudo o que você precisa saber sobre as primeiras descobertas da criança estão aqui. Entenda o que acontece durante essa fase, desde recém nascidos até o primeiro ano de vida!

Como ensinar o seu filho a dormir bem

“Meu filho está me dando muito trabalho para dormir”

“Meu filho acorda várias vezes durante a noite”

“Tenho que dormir na cama do meu filho toda noite!”

“Meu filho só dorme na cama do casal”

“Meu filho só dorme depois da meia-noite e acorda quase meio-dia!”

“Meu bebê dorme o dia todo e durante a noite fica acordado, brincando”

Se você, pai ou mãe, se identificou com alguma destas situações, já sabe como é difícil conviver diariamente com esse problema.

Para resolve-los ou para evitar que eles ocorram, aprenda a melhor forma de ensinar seu filho a dormir.

Embora o ritmo de sono varie muito para cada bebê, os recém-nascidos dormem a maior parte do tempo. Com o decorrer dos primeiros meses, o período de alerta (tempo que o bebê fica acordado) vai aumentando e o tempo de sono vai diminuindo.

Após os primeiros meses ele já deve dormir a noite toda e tirar 2 sonecas curtas, uma de manhã e outra à tarde. Se dormir demais durante o dia, corre o risco de “trocar” o dia pela noite.

Os bebês costumam acordar para mamar durante a noite até os 3-4 meses de idade, pois tem fome e necessitam engordar. Após essa idade, como vimos, a mamada noturna torna-se desnecessária e até prejudicial, podendo causar cáries, entre outros problemas.

Tolera-se que o bebê durma no quarto dos pais, em berço próprio, até 6 meses de idade. Porém jamais se deve acostumar a criança a dormir na cama dos pais. Após esta idade, deve passar para seu próprio quarto.

Os pais também não devem dormir na cama ou no quarto da criança. São maus hábitos que trazem perda de privacidade e perturbações, às vezes sérias, à vida do casal.

Para ensinar o bebê a dormir é preciso antes de mais nada certificar-se de que a saúde dele está perfeita, já que existem problemas que podem causar distúrbios do sono. Isto pode ser feito facilmente através de uma consulta com o pediatra.

Toda criança precisa de uma rotina preestabelecida para dormir. O horário deve ser fixado e obedecido rigorosamente e mesmo nos finais de semana não se deve fugir muito do esquema.

A criança deve dormir no máximo às 21 ou 22 horas e acordar cedo, às 8 horas por exemplo. Deve-se combinar os programas que poderão ser vistos à noite na televisão e a hora de desligá-la, bem como ao videogame ou Internet.

Na hora de dormir deve existir um “ritual” a ser rigorosamente seguido todos os dias. Por exemplo: apagar as luzes, deixando acesa uma luz secundária (com motivos infantis), bem fraquinha. Contar uma história, curta, que pode ser a mesma (as crianças adoram repetições!) ou variada, conforme o gosto da criança. Pode-se ler um livro, estimulando na criança esse excelente hábito, ou então inventar uma historinha…

Depois da história, um golinho de água para matar aquela sede súbita da criança, um beijinho e… boa noite!

O ritual não deve ser longo e uma vez terminado, não deve ser repetido ou reiniciado em hipótese alguma, mesmo que a criança ainda não tenha adormecido. A maioria delas vai tentar um manobra para “espantar” o sono- seja firme!

Nessa hora o pai ou mãe podem ficar por perto ainda durante um tempo, mas sem dar atenção direta à criança. Ótima ocasião para olhar aquele extrato bancário ou ler aquele artigo que não pode ser visto durante o dia…

Claro que este ritual é apenas uma sugestão, cada criança e cada família devem criar o seu, o importante é cumpri-lo diariamente.

Se a criança acordar durante a noite, não deve ser alimentada (exceto nos primeiros 3 ou 4 meses) ou retirada do berço, mesmo que chore. No máximo pode-se dar a ela um golinho de água e um “cafuné” na cabeça. Vale a dica anterior de ficar por perto alguns minutos, sem dar atenção direta à criança. Que tal aproveitar para separar a roupa que vai ser usada no dia seguinte?

Às vezes são necessários vários dias ou até semanas para que o esquema comece a funcionar. Caso haja alguma dificuldade inicial, não desanime! Depois de tudo estabelecido, e funcionando, o ganho em qualidade de vida para toda a família valerá a pena!

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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