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Crianças de 7 a 12 anos

As melhores dicas reunidas, desde a fase dos "porquês" até a pré-adolescência.

Aprenda a dizer não !

Os famosos “limites”- aprenda a dizer não!

É óbvio, o ser humano precisa ter limites. Afinal, a vida em sociedade não permite que cada pessoa faça tudo o que quer. Para os adultos, os limites são dados pelas leis, pelas regras do bom senso, da convivência e da educação. Quem não as segue ou as afronta, é considerado “marginal”.

E no caso das crianças? Quem estabelece e fiscaliza os limites? Prioritariamente, pais e mães. É obrigação e responsabilidade intransferível da família.

E esta talvez seja a maior dificuldade que as famílias encontram hoje. Como conciliar a liberdade que foi exigida e conquistada pelas crianças do século XXI, com os indispensáveis limites.

Antes de tudo, os pais devem ter em mente que as crianças precisam muito desses limites, para alcançarem plena saúde física e mental. A falta deles explica muitos dos problemas que surgem na vida dos adolescentes e adultos jovens de hoje.

Os pais precisam muito aprender a dizer não, e a manterem sua posição, mesmo diante das “ameaças” e “chantagens” das crianças. Para isso todos os que estão envolvidos com a tarefa de educar uma criança devem procurar, o máximo possível, agir da mesma forma. A criança logo aprende a identificar qual o adulto mais fraco, que cede mais, e a manipular as incoerências entre as atitudes dos familiares.

Ao realizar uma ação indesejada e ser contrariada, a criança procura insistir, provocando uma “queda-de-braço” para que o adulto desista de corrigi-la. É o que mais se vê atualmente. Os adultos, cheios de culpa devido às dificuldades de relacionamento com os filhos que a vida moderna impõe, têm medo de contrariar a criança e perder o seu amor.

Mas é exatamente o contrário: “dizer não, também é uma forma de amor!”

Todos os limites devem ser bem estabelecidos e justificados, porque as crianças não aceitam mais explicações simplistas. Pode esquecer respostas como “porque não” ou “porque sim”. As orientações devem ser simples, dentro da capacidade de compreensão das crianças. Ao impor os limites, seja claro e preciso. E nunca abra mão deles.

Tome cuidado para não ser ambíguo, passando mensagens duvidosas para a criança. Isto é comum quando o adulto não tem convicção no que está fazendo ou dizendo. Certa vez vi uma mãe, em dúvida sobre o que dizer ao filho que queria entrar na piscina, responder: “sim, pode, mas sem se molhar muito…”

Em outro capítulo, veremos como agir no caso de birra ou desobediência. Mas, de modo geral, nesta hora, não se altere, não grite, não bata. Mantenha-se calmo, explique o porque daquela proibição e mantenha-se firme e coerente. Sem voltar atrás no que foi decidido, sob pena de se desmoralizar e se desautorizar perante a criança.

Quando a criança insiste em desobedecer e desafiar, toda a paciência do adulto é posta a prova. Se você sentir que vai perder a calma ou se descontrolar, saia de perto e peça para outra pessoa cuidar da situação, e só volte após se acalmar.

Tudo deve ser feito com serenidade, até os possíveis castigos. É preciso sempre dar bons exemplos para a criança, como veremos também em outro capítulo. Neste caso, a criança aprenderá que mesmo os momentos difíceis podem ser enfrentados com tranqüilidade.

Bater ou não? Se a criança insiste na desobediência, várias atitudes podem ser tomadas, dependendo do local, da idade, da gravidade, como veremos em mais detalhes em capítulo próprio. Mas não se recomenda mais o castigo físico, pois no fundo a mensagem que se passa para a criança é de que a violência às vezes é justificável.

No caso dos pequenos, por volta de um ano ou dois de idade, pode-se tentar economizar as negativas. Nesta fase específica, melhor do que dizer muitos “nãos”, é desviar a atenção dela para outra atividade permitida.

E se a criança reagir com um comportamento impróprio, batendo a cabeça na parede, vomitando, perdendo o fôlego, ou batendo no adulto? Uma vez garantida a segurança da criança, este comportamento deve ser ignorado até que cesse. Sem voltar atrás na proibição, sem perder a calma. E se necessário, uma bronca serena ou castigo.

Mas atenção: nada de “coitadinho”, “deixa, só desta vez”… Este é o caminho mais curto para a desmoralização do adulto frente à criança. E um grande passo para ter um filho mal-educado. Seja firme e mantenha sempre sua palavra.

Muitas vezes os adultos, especialmente as mães, não assumem suas responsabilidades e abrem mão totalmente de sua autoridade perante a criança. Esta logo aprende que aquele adulto não consegue se impor. Quando precisa determinar algum limite, esta mãe acaba recorrendo à triste frase: “você não me obedece, vou contar para o papai quando ele chegar”.

Esta postura tem o duplo demérito de transformar a mãe em uma “banana” sem autoridade, e o pai em um “carrasco” autoritário. Às vezes ocorre o contrário, é o pai quem não tem autoridade, mas isto é menos comum. Para evitar este problema, pais e mães devem trabalhar em conjunto, de acordo, sem delegar um ao outro suas inalienáveis responsabilidades individuais.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

 
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